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Publicado em 27/12/2024 13:51

Taxa de Desocupação no Brasil

A taxa de desocupação no Brasil despencou para 6,1%, a menor desde 2012, com 6,8 milhões de desempregados. O setor privado avança com mais de 53,5 milhões de empregados e a taxa de informalidade cai para 38,7%.

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Taxa de Desocupação no Brasil
Taxa de Desocupação no Brasil

A taxa de desocupação no Brasil recuou para 6,1%, uma redução de 0,5 ponto percentual no trimestre que terminou em novembro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa é a menor taxa registrada na série histórica da PNAD Contínua, que começou no primeiro trimestre de 2012. A comparação é ainda mais positiva em relação ao trimestre anterior (junho a agosto), que apresentava 6,6%, e uma queda significativa de 1,4 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2023, quando a taxa era de 7,5%.

Esse percentual representa cerca de 6,8 milhões de pessoas em busca de emprego – o menor número registrado desde o quarto trimestre de 2014. Nos últimos três meses, 510 mil pessoas saíram do desemprego, e em comparação ao mesmo trimestre de 2023, 1,4 milhão de pessoas foram reintegradas ao mercado de trabalho.

A taxa de desocupação é 8,8 pontos percentuais menor do que o pico de 14,9% alcançado em setembro de 2020, durante a pandemia, e o número de desempregados caiu 55,6% em relação ao recorde de 15,3 milhões no primeiro trimestre de 2021.

Ocupação

O Brasil atingiu um novo marco, com 103,9 milhões de pessoas ocupadas, a maior cifra já registrada. Antes disso, em agosto de 2020, essa cifra foi reduzida para 82,6 milhões. Desde então, houve um aumento de 25,8%, correspondendo a 21,3 milhões de novas vagas de trabalho.

No trimestre encerrado em novembro, o setor privado contabilizou 53,5 milhões de empregados, enquanto os trabalhadores com carteira assinada somaram 39,1 milhões. No setor público, foram 12,8 milhões de trabalhadores. O IBGE também salientou que o nível de ocupação, que representa a proporção de pessoas de 14 anos ou mais trabalhando, atingiu 58,8%, um recorde.

A coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, comentou que "2024 é promissor para o mercado de trabalho brasileiro, impulsionado pelo crescimento tanto de empregados formais quanto informais". O número de trabalhadores sem carteira assinada permaneceu estável em 14,4 milhões, enquanto o total de trabalhadores autônomos cresceu 1,8% no trimestre, totalizando 25,9 milhões.

Informalidade

A taxa de informalidade ficou em 38,7%, equivalente a 40,3 milhões de trabalhadores. Este número é ligeiramente inferior ao trimestre anterior, que foi de 38,8%, e também apresenta uma queda em relação ao mesmo período de 2023, que era de 39,2%.

Grupos de Atividade

O aumento na ocupação foi impulsionado por quatro dos dez setores analisados na pesquisa. A Indústria registrou crescimento de 2,4%, somando 309 mil novos empregos; a Construção teve aumento de 3,6%, com mais 269 mil pessoas; o setor de Administração Pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde e Serviços Sociais avançou 1,2%, ou seja, 215 mil novos trabalhadores; e os Serviços Domésticos cresceram 3%, com 174 mil novos empregos gerados. Juntas, essas atividades adicionaram 967 mil novos trabalhadores ao mercado.

Em termos anuais, houve aumentos em sete segmentos: Indústria Geral (3,6%), Construção (6,0%), Comércio (3,6%), Transporte (5,8%), Informação e Comunicação (4,4%), Administração Pública (4,4%) e Outros Serviços (5,0%), totalizando um saldo positivo de 3,5 milhões de postos de trabalho em comparação ao mesmo período de 2023. O único setor que registrou perdas foi a Agricultura, com uma redução de 4,4% (358 mil pessoas).

Rendimento

O rendimento médio real de todos os trabalhos foi fixado em R$ 3.285, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentando um aumento de 3,4% em comparação ao ano passado. A massa salarial real atingiu um novo recorde de R$ 332,7 bilhões, marcando um crescimento de 2,1% no trimestre e 7,2% no ano.

Na comparação trimestral, apenas o setor de Transporte, Armazenagem e Correio apresentou alta no rendimento médio, de 4,7%. Já no ano, três setores se destacaram com aumentos nos rendimentos: Comércio (3,9%), Transporte (7,8%) e Serviços Domésticos (3,6%).

PNAD Contínua

A PNAD Contínua é considerada a pesquisa mais relevante sobre a força de trabalho no Brasil, abrangendo 211 mil domicílios em 3.500 municípios. Realizada trimestralmente por aproximadamente 2.000 entrevistadores do IBGE, a coleta de dados foi adaptada durante a pandemia para realizar entrevistas por telefone, retornando ao formato presencial em julho de 2021.

Por Agência Brasil.

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