Os graves problemas recorrentes no Morro dos Cavalos evidenciam a omissão e o desrespeito do governo federal em relação a Santa Catarina, segundo a avaliação do presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, após mais um trágico incidente. No último fim de semana, um caminhão de combustível tombou na BR-101, resultando em uma explosão que incendiou dezenas de veículos.
Aguiar ressalta que "faixas adicionais em uma rodovia com esse grau de importância são paliativos inaceitáveis e colocam os usuários constantemente em risco." Ele afirma que a sociedade catarinense, contando com a valiosa participação da bancada federal, deve intensificar a pressão por uma solução definitiva: a construção dos túneis.
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O presidente da FIESC lembra que o projeto de duplicação da BR-101 previa a construção de dois túneis de 1,3 quilômetros e dois viadutos de 180 metros na região. Os projetos foram concluídos em 2010 e a licença de instalação emitida em 2014, mas as obras nunca foram iniciadas. "Basta atualizar os projetos e a licença", afirma Aguiar, ressaltando que os recursos devem ser privados para garantir a celeridade na execução.
A entidade sugere que a obra seja realizada pela concessionária do trecho Sul (CCR), que possui tarifas de pedágio inferiores a metade das cobradas no trecho Norte (Arteris). Além disso, a concessão Sul tem um contrato de duração mais longa, o que significa que se a CCR realizar a obra, a incorporação dos custos do investimento ao pedágio terá menor impacto na tarifa paga pelo usuário. Os túneis estão estimados em cerca de R$ 1,2 bilhão.







