A Prefeitura de Chapecó está se preparando para implementar um sistema antigranizo, com o objetivo de minimizar os impactos de temporais que afetam o município. Na semana passada, o diretor municipal da Defesa Civil, Walter Parizotto, realizou uma visita a Bento Gonçalves para conhecer de perto o sistema já utilizado na região do Vale dos Vinhedos e em Pinto Bandeira. O diretor foi acompanhado pelo secretário de Segurança, Clóvis Ari Leuze, e teve a oportunidade de ver de perto as plantações de uva e pêssego.
Segundo Parizotto, o sistema antigranizo tem sido empregado há anos em áreas rurais que cultivam produtos de alto valor, como as plantações de maçã em São Joaquim, Santa Catarina, e também na Europa, especialmente na região de Armamar, em Portugal.
Quer receber informações no seu celular: Clique AQUI e receba NOTÍCIAS EM SEU WHATSAPP
Parizotto explicou que o produto foi desenvolvido inicialmente para a proteção de cultivos, mas também tem sido utilizado no Brasil para proteger os pátios das montadoras de veículos, onde o granizo pode causar danos financeiros significativos. "Na Europa, algumas cidades têm sistemas que protegem toda a área urbana. A diferença entre o sistema que será instalado em Chapecó e os utilizados em áreas rurais é a presença de um dispositivo de segurança sonora no sistema urbano. Nas áreas rurais, é usado iodeto de prata, que pode gerar resíduos ambientais", comentou.
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, destacou que a intenção é instalar os canhões antigranizo nas regiões do Bormann e Efapi, áreas que sofrem com a incidência de eventos climáticos severos. Em 2022, cerca de mil famílias no Bormann foram impactadas por granizo.
“A implementação deste sistema vai proteger áreas populações mais vulneráveis, reduzindo perdas e transtornos para as famílias e, ao mesmo tempo, diminuindo os custos de reparação para o município.
O sistema de proteção contra granizo é constituído por dois componentes principais:
- - Um sistema de monitoramento por satélite, capaz de detectar nuvens carregadas e com potencial para a formação de granizo;
- - Canhões que disparam ondas sonoras hipersônicas na estratosfera, criando uma barreira de proteção que impede a formação de granizo.
O sistema de monitoramento operará 24 horas por dia e acionará automaticamente os canhões ao identificar a possibilidade de formação de granizo, estimando-se entre 7 a 10 acionamentos por ano. Todo o processo de licitação, construção e instalação está previsto para levar cerca de um ano, com um custo estimado em R$ 1,8 milhão.
Créditos: Chapecó Online






