Setor Funerário de Chapecó Envolvido em Escândalo de Extorsão
Por Ministério Público de Santa Catarina
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou uma denúncia contra dez pessoas, que representam seis das sete funerárias de Chapecó, por extorsão. Entre os denunciados, dois estão presos preventivamente. Essa ação foi resultado da Operação Cortejo, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) no dia 27 de novembro, com a finalidade de investigar crimes contra a ordem econômica no setor funerário.
O Promotor de Justiça Alessandro Rodrigo Argenta, que lidera a denúncia, informou que a investigação foi iniciada após um empresário do setor funerário - que estava expandindo suas operações para Chapecó - buscar ajuda do MP, relatando que sofria ameaças para não abrir sua nova unidade na cidade.
Dois incidentes, ocorridos no início de agosto, despertaram a necessidade de várias medidas investigativas por parte do MPSC e GAECO. As investigações revelaram um conluio entre representantes de pelo menos seis funerárias para intimidar o novo empreendedor.
“A decisão de apresentar uma denúncia inicial está relacionada ao fato de que duas pessoas foram presas durante a operação. O MP buscou evitar uma extensão desnecessária do encarceramento, apresentando uma acusação preliminar por extorsão, baseada nas condutas praticadas com violência e ameaças”, explicou Argenta.
As investigações continuam, indicando a possibilidade da formação de um cartel entre as funerárias de Chapecó, o que fere a lei anti-cartel (Lei n. 8.137/90).
Além disso, a 2ª Promotoria de Justiça de Chapecó investiga a descoberta de duas ossadas em uma das propriedades dos investigados. Até o momento, se soube que os restos mortais estariam armazenados no forro da casa há dois anos, e seriam de dois irmãos. A empresa em investigação foi contratada pela viúva de um dos falecidos para reformar o túmulo, contudo, as ossadas não foram devolvidas ao seu lugar após o serviço. A Justiça poderá solicitar exames de DNA para comprovar a identidade dos restos mortais.
Operação Cortejo
Realizada nos dias 27 e 28 de novembro, a Operação Cortejo resultou na prisão de dois indivíduos e na execução de 14 mandados de busca e apreensão, com o objetivo de investigar crimes de extorsão, organização criminosa e violações na ordem econômica do setor funerário de Chapecó. Durante as buscas, um empresário foi preso por porte ilegal de armas e outro foi detido após a descoberta de restos mortais humanos na residência, cuja origem está em investigação.
As operações visam garantir um mercado funerário ético, acessível e transparente, assegurando dignidade nos serviços prestados às famílias enlutadas. A investigação segue sob sigilo e mais informações serão divulgadas em breve.
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