Santa Catarina, um verdadeiro destaque no cenário industrial brasileiro, é reconhecida como o segundo estado com mais polos internacionais no país, contando com um total impressionante de 14 polos. A região Sul brilha com a maior participação da indústria de transformação, conforme aponta o estudo dos Polos Industriais de Referência do Observatório FIESC, uma parceria com a Rede de Observatórios do Sistema Indústria e a Confederação Nacional da Indústria.
O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, enfatiza a força econômica de Santa Catarina, caracterizada pela diversidade e a notável capacidade de se adaptar aos ciclos econômicos ao longo do tempo. Além de sua rica base de recursos naturais, que serve de alicerce para o desenvolvimento de vários setores industriais, o estado abriga polos de destaque em sete segmentos fundamentais: madeira e móveis, papel e celulose, veículos, embarcações e aeronaves, máquinas e equipamentos, equipamentos elétricos, alimentos e bebidas e minerais não metálicos.
Em Santa Catarina, cinco polos internacionais estão dedicados à indústria de madeira e móveis, espalhados pelas mesorregiões Oeste, Norte, Vale do Itajaí, Serra e Sul. Este segmento, que tem a maior inserção no mercado externo, é um dos principais pilares da economia do estado, com dados que remontam a 2021.
Outro destaque é a mesorregião Norte Catarinense, que lidera com quatro polos de inserção internacional. As indústrias de papel e celulose, máquinas e equipamentos e elétricos prosperam com movimentações que totalizam US$ 1,9 bilhão, representando 38% do volume nacional.
A indústria de papel e celulose é reforçada pelas vastas áreas que antes eram pastagens e agora estão se transformando em florestas plantadas. Essa transição, aliada a investimentos substanciais em tecnologia e infraestrutura, permitiu a ampliação das fábricas e uma conexão mais robusta com o mercado internacional.
Aguiar ressalta que, mesmo ocupando apenas 1,1% do território e abrigando 3,7% da população nacional, Santa Catarina possui uma base industrial diversificada e forte. Desde setores tradicionais como o têxtil e metalúrgico até áreas inovadoras e tecnológicas, o estado se solidifica como um competidor relevante no cenário global.
Destaques nas mesorregiões
A região da Grande Florianópolis e o Vale do Itajaí se destacam pela presença intensa da indústria de veículos, embarcações e aeronaves. Em 2021, o estado obteve um valor significativo de US$ 648 milhões em exportações neste setor, incluindo partes de motor e iates, garantindo a sexta maior participação do país.
Já o segmento de equipamentos elétricos brilha especialmente no Norte Catarinense, com exportações que em 2021 alcançaram US$ 854,4 milhões. Os motores elétricos figuram entre os produtos mais relevantes, sendo o estado reconhecido até em mercados exigentes como os Estados Unidos.
A economista do Observatório FIESC, Camila Morais, complementa afirmando que o estado abriga ainda outros polos internacionais, incluindo o de minerais não metálicos, que se destacam na fabricação de produtos cerâmicos.
Desse modo, o polo de Alimentos e Bebidas no Oeste, vinculado à agroindústria de abate de aves e suínos, e o polo de Máquinas e Equipamentos no Norte, conhecido pela produção de motores e compressores, também têm dado sua contribuição significativa às exportações catarinenses.
Ranking de inserção internacional por mesorregião
| Mesorregião | Polos internacionais | Setores |
| Norte Catarinense | 4 |
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| Vale do Itajaí | 2 |
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| Sul Catarinense | 2 |
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| Oeste Catarinense | 2 |
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| Grande Florianópolis | 2 |
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| Serrana | 2 |
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