
“Os atacarejos continuam em ascensão em Santa Catarina, refletindo a busca dos consumidores por economia e compras em maior volume”, Alexandre Simioni, presidente da Acats
Na última semana, Lages recebeu uma cerimônia marcante com a entrega do Prêmio Acats Fornecedores 2024, um reconhecimento essencial para o setor supermercadista catarinense. Este evento não só homenageou os fornecedores mais destacados em várias categorias, como também celebrou a posse da nova diretoria da Associação para o biênio 2025/2026.
A Coluna teve a oportunidade de dialogar com Alexandre Simioni, presidente da Acats, que foi reconduzido ao cargo, para discutir as expectativas e objetivos para os próximos dois anos.
Confira a entrevista:
Pelo Estado - Qual o significado da entrega do Troféu Acats para o setor supermercadista?
Alexandre Simioni - O Troféu Acats é um reconhecimento do trabalho meticuloso daqueles que, com qualidade e dedicação, fornecem produtos que chegam aos lares dos consumidores. Os fornecedores são aliados fundamentais em nossa cadeia de valor, contribuindo diretamente para a excelência que buscamos oferecer. Esta premiação não é apenas uma homenagem, mas um marco de valorização, destacando iniciativas que incentivam o crescimento ético e sustentável do segmento. O prêmio reflete o compromisso da Associação em celebrar a relevância de nossos associados e fortalecer a identidade do varejo catarinense.
Pelo Estado - Como avalia sua gestão desde 2023 e quais considera as principais evoluções do setor?
Alexandre Simioni - Nos últimos dois anos, a Acats se consolidou como líder com dois eventos de sucesso: as edições da ExpoSuper de 2023 e 2024. Ambas atingiram recordes de público e negócios, evidenciando a força do nosso setor. A ExpoSuper se tornou a maior feira de negócios do Sul e uma referência no Brasil, graças ao esforço conjunto da nossa diretoria, associados e parceiros.
Além disso, priorizamos capacitação e desenvolvimento. Acreditamos que a educação de nossos colaboradores é chave para o diferencial competitivo do varejo. Um exemplo disso é o PDG Acats, nosso Programa de Desenvolvimento Gerencial, que é considerado o melhor do Brasil. Por meio dele, formamos líderes preparados para enfrentar os desafios do mercado e assegurar excelência no varejo.
Fortalecemos também nossos laços institucionais com o governo de Santa Catarina, promovendo um diálogo produtivo, o que gerou avanços significativos para o setor e sociedade.
Pelo Estado - Quais foram os maiores desafios até agora?
Alexandre Simioni - Os desafios incluem equilibrar a diversificação de formatos, como atacarejos e supermercados tradicionais, com a rentabilidade, assim como adaptar-se às rápidas mudanças no comportamento do consumidor. Além disso, precisamos lidar com transformações tecnológicas e regulamentações fiscais que exigem esforço conjunto para simplificar processos e manter a competitividade. Outro desafio relevante é a falta de flexibilidade nas políticas que reconheçam a realidade do mercado.
Pelo Estado - Qual a projeção da Acats para 2025?
Alexandre Simioni - Em 2025, nosso objetivo é consolidar a Acats como promotora dos principais eventos do setor, com ênfase na ExpoSuper, e fortalecer a educação como pilar estratégico. Buscamos fomentar mais de R$ 1 bilhão em negócios na próxima ExpoSuper e ampliar nossa influência na formação de lideranças no setor.
Pelo Estado - Como o setor supermercadista vem utilizando tecnologia e inovação como aliados?
Alexandre Simioni - Estamos adotando soluções como inteligência artificial, big data e automação para aprimorar o atendimento e personalizar ofertas. Essas ferramentas digitais ajudam a entender melhor os consumidores, otimizando a gestão de estoques e reduzindo custos. Essa evolução é crucial para manter a competitividade e alinhar-se às expectativas do consumidor moderno.
Pelo Estado - Os atacarejos continuarão em expansão? A que atribui essa tendência?
Alexandre Simioni - Sim, os atacarejos continuarão em ascensão, refletindo a busca dos consumidores por economia e compras em maior volume. Essa tendência deve-se ao modelo híbrido, que atende tanto o cliente final quanto pequenos negócios, além de oferecer preços competitivos, respondendo bem ao cenário econômico atual.
Pelo Estado - Como avalia o atual cenário econômico e seu impacto no setor?
Alexandre Simioni - O cenário econômico traz desafios e oportunidades. Apesar da pressão inflacionária e da cautela dos consumidores, vemos espaço para inovação e eficiência. O setor supermercadista é resiliente e se ajusta com rapidez às mudanças, desempenhando um papel crucial na segurança alimentar. Em Santa Catarina, somos o 2º maior arrecadador de ICMS do Estado, e nosso trabalho visa garantir o acesso a produtos de qualidade a preços justos.


