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Publicado em 15/11/2024 20:41

Ministro Gilmar Mendes Vote pela Libertação de Robinho

O ministro Gilmar Mendes votou pelo relaxamento da prisão do ex-jogador Robinho, detido por condenação por estupro coletivo. Discussões sobre a transferência de pena e legalidade das ações estão em curso.

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Ministro Gilmar Mendes Vote pela Libertação de Robinho

Ministro Gilmar Mendes Vote pela Libertação de Robinho

Ministro Gilmar Mendes

Foto: Jornal Nacional/Reprodução

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (15) para libertar o ex-jogador de futebol Robinho. Atualmente, Robinho encontra-se detido há oito meses em Tremembé, interior de São Paulo, cumprindo uma sentença de nove anos por estupro coletivo, condenação que ocorreu na Justiça da Itália, referente a um crime de 2013, durante seu tempo como jogador do Milan.

Os ministros do STF têm até o dia 26 para registrar seus votos no sistema eletrônico da Corte. Até agora, além de Gilmar Mendes, os ministros Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin votaram pela manutenção da prisão.

Em seu voto, Mendes argumentou a favor da suspensão do processo de homologação da sentença estrangeira que está sendo analisado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e solicitou a soltura de Robinho, caso não haja outra razão para sua detenção.

Mendes expressou discordância com a decisão do STJ que determinou a transferência da pena de Robinho ao Brasil, citando que a Lei de Migração de 2017 não deveria ser aplicada retroativamente a um crime cometido em 2013. Ele ressaltou que a legislação de 2017 traz inovações sobre a homologação de sentenças penais estrangeiras e que a aplicação desta lei contraria o princípio de não retroatividade em desfavor do réu.

Além disso, Mendes frisou que Robinho deveria ter sido investigado e julgado pela Justiça brasileira. Ele elucidou que as decisões do STF demonstram que a ausência de transferência da pena não resulta em impunidade, pois as leis brasileiras ainda poderiam ser aplicadas ao caso.

O ministro também argumentou que o STJ não deveria ter determinado a prisão imediata, uma vez que a defesa ainda poderia recorrer da decisão que homologou a sentença.

Os advogados de Robinho alegam a inconstitucionalidade da seção da Lei de Migração que permite a execução das penas no Brasil baseadas em condenações proferidas no exterior.

Em outro habeas corpus, a defesa sustenta que a decisão sobre a prisão deveria ter sido tomada por um juiz da primeira instância. O ministro Fux, no entanto, defendeu a legalidade da decisão do STJ, afirmando que não houve violação de normas constitucionais e legais.

Na penitenciária de Tremembé, Robinho participa de atividades que incluem leitura e partidas de futebol. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, os detentos têm direito a redução da pena por estudos e trabalho, além de direito a banho de sol e visitas regulares.

Fonte: G1

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