Na última quinta-feira (24), as comarcas de Concórdia e Herval d’Oeste foram o cenário de uma mobilização significativa contra a violência doméstica. A campanha Sinal Vermelho, uma iniciativa promovida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) através da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), foi apresentada com grande entusiasmo. O objetivo é estreitar laços entre órgãos públicos e a sociedade civil, ampliando a rede de apoio às mulheres em situações de risco.
A campanha, idealizada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) em colaboração com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tem um propósito claro: fornecer um canal silencioso de ajuda a mulheres que enfrentam violência. Um simples gesto, como desenhar um “X” na palma da mão com batom ou qualquer outro material, permite que a vítima sinalize sua situação a profissionais treinados, que imediatamente acionam as autoridades competentes.
O evento contou com a presença de representantes do poder público municipal, profissionais da rede de atendimento, órgãos de segurança, universidades, OAB, Ministério Público e Judiciário, evidenciando a seriedade e o compromisso com a causa. A Cevid tem como meta sensibilizar e capacitar esses agentes para que possam identificar o sinal de pedido de ajuda e estabelecer um fluxo de atendimento eficaz às mulheres que o utilizarem.
Quer receber informações no seu celular: Clique AQUI e receba NOTÍCIAS EM SEU WHATSAPP
Além da campanha, foram apresentadas outras ações da Cevid no combate à violência contra a mulher. Roselene Silveira, assessora da Cevid, destacou: “Convidamos a rede local a se reunir e implementar outras medidas de acolhimento e atendimento às mulheres em situação de violência, e a resposta foi extremamente positiva. Também assumimos o compromisso de divulgar essa campanha para garantir que chegue a mais pessoas, podendo, assim, romper o silêncio e salvar vidas.”
A desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho, coordenadora da Cevid, enfatizou que a campanha é de custo zero e pode fazer a diferença na vida de uma mulher. “Para a mulher, basta um ‘X’; para você, apenas uma ligação”, reforçando a importância da colaboração da sociedade no enfrentamento à violência doméstica. Ela expressou gratidão a todos os participantes, especialmente aos magistrados, pelo comprometimento demonstrado em suas comarcas.








